Empurra, empurra.
Não tá indo cara, não tá indo.
Vamos invocar o poder do Super Id.
Vamos.
Como é que faz?
Faz assim ó, eu vou por o meu dedo indicador direito no centro da palma esquerda, viu?
Tá, e daí?
Aloco, te peguei.
Ah, vai tomar no cu, cara.
Chama aí então.
Eu não sei como faz.
Tenta ué.
Pelo poderes de Greyscow, eu sou o Super Id. Tã dã.
Iii, tirou essa de onde?
He-man, é claro.
Empurra aí então.
Não vai.
TERRA, FOGO, ÁGUA, VENTO, CORAÇÃO. PELA UNIÃO DOS SEUS PODERES, EU SOU O SUPER ID.
Haha, capitão planeta... boa.
Agora vai, to me sentindo poderoso.
Ui, mona.
Empurra aí!!
Não vai cara, a gente já tentou de tudo.
É, liga pro guincho.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Explicando o refrão de Canção da Tristeza
Das Vantagens de Ser Bobo
(por Clarice Lispector)
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir tocar no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando." Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.
O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago.
O bobo não percebe que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
(por Clarice Lispector)
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir tocar no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando." Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.
O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago.
O bobo não percebe que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
O Medo
Estava eu escrevendo um capítulo do meu livro sobre o medo. Resolvi então publicar um grande poema de Carlos Drummond de Andrade aqui. Pois CDA pirava! Ele é Super Id.
O Medo
Em verdade temos medo.
Nascemos no escuro.
As existências são poucas;
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
Vadeamos.
Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
Este célebre sentimento,
E o amor faltou: chovia,
Ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
Nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
Meu companheiro moreno.
De nos, de vós, e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
Vem ó terror das estradas,
Susto na noite, receio
De águas poluídas. Muletas
Do homem só.
Ajudai-nos, lentos poderes do
Láudano.
Até a canção medrosa se parte,
Se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
Duros tijolos de medo,
Medrosos caules, repuxos,
Ruas só de medo, e calma.
E com asas de prudência
Com resplendores covardes,
Atingiremos o cimo
De nossa cauta subida.
O medo com sua física,
Tanto produz: carcereiros,
Edifícios, escritores,
Este poema,
Outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
Recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
Eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
Dançando o baile do medo.
O Medo
Em verdade temos medo.
Nascemos no escuro.
As existências são poucas;
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
Vadeamos.
Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
Este célebre sentimento,
E o amor faltou: chovia,
Ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
Nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
Meu companheiro moreno.
De nos, de vós, e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
Vem ó terror das estradas,
Susto na noite, receio
De águas poluídas. Muletas
Do homem só.
Ajudai-nos, lentos poderes do
Láudano.
Até a canção medrosa se parte,
Se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
Duros tijolos de medo,
Medrosos caules, repuxos,
Ruas só de medo, e calma.
E com asas de prudência
Com resplendores covardes,
Atingiremos o cimo
De nossa cauta subida.
O medo com sua física,
Tanto produz: carcereiros,
Edifícios, escritores,
Este poema,
Outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
Recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
Eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
Dançando o baile do medo.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Tudo em Evidência
Nós temos um evidência de nossa capacidade. É, nós temos.
Está evidência está aqui ó, no centro da palma da mão.
Abra sua mão e coloque o dedo indicador da outra mão bem no centro da sua palma. (aconselhavel deixar a palma esquerda aberta e utilizar-se do dedo indicador direito)
O que você está vendo?
Olhe fixamente.
Esta aí a evidencia do super id, o segredo do nosso sucesso.
Nós só não fazemos melhor, porque somos modéstos.
E vocês, seus invejosos, não finjam uma falsa modéstia, vocês são incapazes mesmo.
Está evidência está aqui ó, no centro da palma da mão.
Abra sua mão e coloque o dedo indicador da outra mão bem no centro da sua palma. (aconselhavel deixar a palma esquerda aberta e utilizar-se do dedo indicador direito)
O que você está vendo?
Olhe fixamente.
Esta aí a evidencia do super id, o segredo do nosso sucesso.
Nós só não fazemos melhor, porque somos modéstos.
E vocês, seus invejosos, não finjam uma falsa modéstia, vocês são incapazes mesmo.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
(Live in London) em evidÊncia.
Tivemos uma surpresa agradável esta semana. O blog "Vamos Debater Sobre Rock" postou uma reportagem de âmbito crítico detalhada sobre o Chá das 6 & Babacaboy (live in london). A crítica ficou muito boa. O jornalista que a fez pesquisou muito antes de dizer alguma coisa. Portanto, deixamos nossos sinceros agradecimentos. Pois temos certeza que servirá de alguma publicidade para nós.
link do blog: http://vdsr.blogspot.com
Abraço.
link do blog: http://vdsr.blogspot.com
Abraço.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Again
Misto de realidade com Fantasia, Super Id é junção perfeita de tudo que há de bom!
Não se assustem ao se depararem com tamanha realização, ainda mais de forma tão completa. Basta crer e fará parte de um movimento, que por hora tem poucas engrenagens, mas em breve levará o mundo adiante.
Pode demorar, mas os passos são dados e com o tempo todos terão noção da proporção real e se surpreenderão com essa visão. Completude, animalidade racional, instintos a solta com moderação, com liberdade.
Junte-se a nós e faça parte do futuro. Vista a camisa "Eu Sou Super Id"!
Não se assustem ao se depararem com tamanha realização, ainda mais de forma tão completa. Basta crer e fará parte de um movimento, que por hora tem poucas engrenagens, mas em breve levará o mundo adiante.
Pode demorar, mas os passos são dados e com o tempo todos terão noção da proporção real e se surpreenderão com essa visão. Completude, animalidade racional, instintos a solta com moderação, com liberdade.
Junte-se a nós e faça parte do futuro. Vista a camisa "Eu Sou Super Id"!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Não sejais pintura!
Sejais significado, baby!
De que adianta ser rico de dinheiro e não poder confiar em pessoas? Ou ser rico de saúde e não fazer nada da vida além de cuidar das perninhas e dos pulmõezinhos?
Super Id sempre foi além. Super Id não foi só um monte de carne e osso, muito menos um monte de música. Super Id foi significado. Super Id é, foi e será.
Chá das 6, Babacaboy e Gilsinho. Santíssima Trindade? Tanto quanto as cebolas da salada.
Ninguém sabe quem é da banda. Mas todos sabem o que é. Todos sabem o que ser. Uma puta desorganização com um monte de impulsão.
Super Id honra o nome.
Super Id é tudo... Super Id é nada!!! Or something like that.
Um grande abraço aos cuiqueiros do Brasil!
De que adianta ser rico de dinheiro e não poder confiar em pessoas? Ou ser rico de saúde e não fazer nada da vida além de cuidar das perninhas e dos pulmõezinhos?
Super Id sempre foi além. Super Id não foi só um monte de carne e osso, muito menos um monte de música. Super Id foi significado. Super Id é, foi e será.
Chá das 6, Babacaboy e Gilsinho. Santíssima Trindade? Tanto quanto as cebolas da salada.
Ninguém sabe quem é da banda. Mas todos sabem o que é. Todos sabem o que ser. Uma puta desorganização com um monte de impulsão.
Super Id honra o nome.
Super Id é tudo... Super Id é nada!!! Or something like that.
Um grande abraço aos cuiqueiros do Brasil!
Assinar:
Comentários (Atom)